03-08-2020

Como o ouvidor deve lidar com a pressão do momento foi tema da live de hoje da ABO



No cenário atual o caminho para os ouvidores é enfrentar os desafios como oportunidade, nunca como obstáculo interpessoal. E encarar os fracassos como aprendizado, repactuando metas. Este foi um dos conselhos dados por Karla Marcelino, convidada da Live de hoje sobre como lidar com a pressão do momento, diante da prolongada pandemia. A mediadora foi Luciana Bertachini, Diretora de Publicações da ABO.

Como ex-ouvidora geral do Estado de Pernambuco, com formação em assistência social e especialização nas áreas psicossocial e gestão pública, Karla Marcelino destacou as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no retorno das equipes às atividades presenciais.

O planejamento do retorno das equipes aos escritórios, como ela lembrou, deve ser feito de forma cuidadosa, com trabalho em equipe, para minimizar os riscos de contágio ao Coronavírus. Além de reduzir os riscos psicossociais, e não agravar a saúde mental do trabalhador, que já vem sofrendo pressão da nova rotina de trabalho.E observou que uma parte dos funcionários prosseguirá em home office por enfrentar fatores de risco. Na empresa devem ser reforçadas as ações de desinfecção e limpeza do ambiente de trabalho, com distribuição de equipamentos de proteção, e monitoramento da saúde da equipe, além de nova distribuição do mobiliário para garantir o distanciamento.

A comunicação é ferramenta fundamental nestes períodos, explicou Karla Marcelino, mas o problema as vezes é o ouvidor se fazer ouvir. “Ele precisa se comunicar bem para ocupar o espaço que lhe é de direito na organização”. Ela avaliou que compartilhar informações ajuda o ouvidor a fortalecer sua atuação, inclusive com sensibilização de áreas reticentes ao trabalho. Para Marcelino o ouvidor deve “confiar no que faz, sem desânimo e aprender a sorrir diante das dificuldades para avançar e brilhar na função”. Ela acredita que a organização das atividades diárias, e a disciplina, assim como ver o cidadão atendido, como sujeito de direitos e deveres, podem ajudar a superar a vulnerabilidade enfrentada neste período de pandemia.

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